
Talvez se eu começasse o texto me baseando na Primeira Teoria Pulsional de Freud, ficasse até mais didático abordar alguns temas, sem sair, é claro, do assunto do artigo. Hoje consigo encarar esse dualismo entre autoconservação e pulsão sexual de uma forma bem mais madura.
Quando já estamos cientes do que e por que algumas coisas acontecem ao nosso redor, especificamente, da forma como necessitamos de algumas coisas para que 'algo' possa ser satisfeito, fica mais fácil de enxergar os que se deixam levar pela falta, enxergamos àqueles que estão sempre insatisfeitos. Falando assim, até parece que eu não faço parte dessa massa.
Faço parte de uma sociedade que luta para se satisfazer, que corre atrás de algo, mas que nem sempre sabe o que é, e vai se deixando levar por pequenas satisfações, para que assim possa se manter viva.
A tecnologia, a culura, a mídia, fazem com que o homem vá se tornando, cada vez mais, escravo do consumismo.
Em uma sociedade onde o consumismo tende a aumentar, outros fatores aumentam junto, que por diversas vezes atuam como causa nesse consumismo exacerbado, como é o caso da segregação social, que só diminui a relação entre as pessoas, nascendo um mau-estar em ambas as partes segregadas.
Geralmente quando um sujeito vem de uma família desistruturada, tanto social quanto economicamente, ele fica a um passo da criminalidade, e mesmo que tentemos ajudar, muitas vezes é um trabalho em vão. Como adequar um indivíduo a uma sociedade que só o segrega? Fica complicado. Isso mostra que não são apenas os "criminosos" que precisam de ajuda, já que com idéias reducionistas e generalizadas, o homem tende a ligar drogas a crimes.
A "crise da generalização" vai tomando conta da maioria, que prefere o conflito de criticar que o exercício da aceitação.
Lembrando que o meu intuito é não generalizar nesse trabalho, para que eu não faça parte dessa massa que se diz alfabetizada, e não consegue, sequer, dicernir situações.
Fica mais fácil adaptar pessoas para um mundo consumista e segregador. As empresas lucram mais, despersonalizando pessoas e formando novas personalidades, sempre mostrando como deve e como não deve ser. Difícil é ajudar essas pessoas a enxergarem de uma forma mais crítica e menos superficial. E como o próprio autor do artigo afirma, essa busca pelo prazer não está inserida apenas no contexto de 'compras', não são apenas em objetos materiais que buscamos prazer, mas nas drogas também.
Há uma peculiaridade nas drogas que pode passar despercebida, ela trás uma sensação ao sujeito de "inteiraço", quando na verdade ele está acabado, é o caso da cocaína, que gera essa ilusão. Na indústria da moda não é diferente.
As mercadorias acabam por adquirir um poder sobre o comprador, que pensa estar satisfeito. É àquela idéia de que a moda e a droga acabam dominando, sendo mais fortes.
Não dá para falar de consumismo de uma forma "crua", como se ele andasse sozinho.
Quando falo em drogas, já tenho que abordar uma questão social, moral, econômica, fala-se também de violência, de direitos humanos, de governo e etc. E quando falo de consumismo ou criminalidade é a mesma coisa, são dominós empilhados, que basta um "trisco" para que outros assuntos também sejam afetados.
Portanto, quanto mais poder damos aos objetos, mais vazios ficamos. Trabalhar o nosso interior de uma forma positiva, sem comprometê-lo, é complicadíssimo, mas é importante!
Quanto mais diferentes as pessoas tentam ser, mais iguais elas ficam umas das outras, e mais distantes também.
Todos nós possuimos uma relação com o outro, mesmo que mínima, e isso só comprova que não somos individuais, mas que trabalhamos juntos com o próximo.
A criminalidade, o consumismo e o uso de drogas não vão acabar. Então para que isso diminua é necessário uma visão menos superficial do assunto, e mais solucionadora.
Raquel Camêlo - Artigo (Consumismo, uso de drogas e criminalidade: Riscos e Responsabilidades) - Psicologia Jurídica.
Quando já estamos cientes do que e por que algumas coisas acontecem ao nosso redor, especificamente, da forma como necessitamos de algumas coisas para que 'algo' possa ser satisfeito, fica mais fácil de enxergar os que se deixam levar pela falta, enxergamos àqueles que estão sempre insatisfeitos. Falando assim, até parece que eu não faço parte dessa massa.
Faço parte de uma sociedade que luta para se satisfazer, que corre atrás de algo, mas que nem sempre sabe o que é, e vai se deixando levar por pequenas satisfações, para que assim possa se manter viva.
A tecnologia, a culura, a mídia, fazem com que o homem vá se tornando, cada vez mais, escravo do consumismo.
Em uma sociedade onde o consumismo tende a aumentar, outros fatores aumentam junto, que por diversas vezes atuam como causa nesse consumismo exacerbado, como é o caso da segregação social, que só diminui a relação entre as pessoas, nascendo um mau-estar em ambas as partes segregadas.
Geralmente quando um sujeito vem de uma família desistruturada, tanto social quanto economicamente, ele fica a um passo da criminalidade, e mesmo que tentemos ajudar, muitas vezes é um trabalho em vão. Como adequar um indivíduo a uma sociedade que só o segrega? Fica complicado. Isso mostra que não são apenas os "criminosos" que precisam de ajuda, já que com idéias reducionistas e generalizadas, o homem tende a ligar drogas a crimes.
A "crise da generalização" vai tomando conta da maioria, que prefere o conflito de criticar que o exercício da aceitação.
Lembrando que o meu intuito é não generalizar nesse trabalho, para que eu não faça parte dessa massa que se diz alfabetizada, e não consegue, sequer, dicernir situações.
Fica mais fácil adaptar pessoas para um mundo consumista e segregador. As empresas lucram mais, despersonalizando pessoas e formando novas personalidades, sempre mostrando como deve e como não deve ser. Difícil é ajudar essas pessoas a enxergarem de uma forma mais crítica e menos superficial. E como o próprio autor do artigo afirma, essa busca pelo prazer não está inserida apenas no contexto de 'compras', não são apenas em objetos materiais que buscamos prazer, mas nas drogas também.
Há uma peculiaridade nas drogas que pode passar despercebida, ela trás uma sensação ao sujeito de "inteiraço", quando na verdade ele está acabado, é o caso da cocaína, que gera essa ilusão. Na indústria da moda não é diferente.
As mercadorias acabam por adquirir um poder sobre o comprador, que pensa estar satisfeito. É àquela idéia de que a moda e a droga acabam dominando, sendo mais fortes.
Não dá para falar de consumismo de uma forma "crua", como se ele andasse sozinho.
Quando falo em drogas, já tenho que abordar uma questão social, moral, econômica, fala-se também de violência, de direitos humanos, de governo e etc. E quando falo de consumismo ou criminalidade é a mesma coisa, são dominós empilhados, que basta um "trisco" para que outros assuntos também sejam afetados.
Portanto, quanto mais poder damos aos objetos, mais vazios ficamos. Trabalhar o nosso interior de uma forma positiva, sem comprometê-lo, é complicadíssimo, mas é importante!
Quanto mais diferentes as pessoas tentam ser, mais iguais elas ficam umas das outras, e mais distantes também.
Todos nós possuimos uma relação com o outro, mesmo que mínima, e isso só comprova que não somos individuais, mas que trabalhamos juntos com o próximo.
A criminalidade, o consumismo e o uso de drogas não vão acabar. Então para que isso diminua é necessário uma visão menos superficial do assunto, e mais solucionadora.
Raquel Camêlo - Artigo (Consumismo, uso de drogas e criminalidade: Riscos e Responsabilidades) - Psicologia Jurídica.
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