
"Filosofia é a faculdade de manter viva a curiosidade da infância e a rebeldia da adolescência. Filósofos são como crianças que não cessam de se admirar (Platão) e de se espantar (Aristóteles) diante de um mundo que parece renascer novo a cada aurora. Filósofos são como adolescentes que não aceitam os limites impostos pelo “já pensado”, pelo “já dito” e pelo “já feito”. Filosofia é a capacidade de manter sempre em vista uma utopia que – como um horizonte – jamais será alcançada; mas que nos faz caminhar, ao invés de parar e ficar pastando feito cordeirinhos mansos à espera do abate".
Fiquei esperado por ela o dia inteiro, de vez em quando colocava minha cabeça para o lado de fora de minha janela, pensando que ela logo estaria dobrando a próxima rua e entrando por dentro de minha casa, sem cerimônia, vergonha ou medo.
É assim que muitas vezes me pego esperando pela inspiração, e não pense que funciona, porque a safada sempre aparece quando menos espero, por isso resolvi sempre esperar!
Esperar sabendo que ela virá, assim como minha esperança, incessante.
-Uma vez aprendi sobre o poder das palavras e da forma como elas e o universo conspiram ao nosso favor, basta saber olhar...
O poder das palvras positivas, o poder das palavras musicalizadas e das não-musicalizadas, o poder que elas exercem sobre mim. Foi quando percebi que o mal não existe, e as palavras más, também não!
E é incrível como nehuma descoberta vem de uma forma individual.
À medida em que ia sentindo e percebendo a importância das palavras, notei os mais velhos que me rodeavam, os que eu tanto admirava e admiro, falavam tão pouco, ou bastante - em ocasiões especiais...
"...lá fora amor, uma rosa nasceu, todo mundo sambou, uma estrela caiu..."
Percebi as palavras ouvindo Caetano; dançando Novos Baianos, cantando ciranda e chorando Hermanos...
R. C.
Um comentário:
Gostei de ver que tu escreve... Eu não sabia...
a inspiração é assim mesmo, de vez em quando ela foge, some, prega umas siladas na gente... No meu caso sou mais categórico, mais cruel, mais sadomasoquista...
Estou precisando injetar Clarice em minhas veias novamente. Há uma boa temporada saí do meu coma alcoólico e não mais voltei à Neverland. Há em mim uma coisa que grita porque há tempos nada me dói, e quando nada me dói, nada escrevo, entro em crise. Viro pedra polida, inquebrável, impenetrável, seco. Donde estão as lágrimas que tanto amo? Preciso encharcar-me delas como ontem, soluçar sem fim, remoer-me em dor. A Felicidade é minha maior inimiga. Sim. A Felicidade usurpa de mim o direito que sempre tive de cuspir minha arte amadora e desconexa. Minha perversidade clama. Preciso o quanto antes achar motivos para torturar a vítima indócil que sou. É fome de criação. Sou amador. Amo a dor.
Beijão, R.C
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